BLOG LUND FINANÇAS

Como os ajustes nos preços interferem no patrimônio de um investidor

De acordo com a notícia a seguir as taxas no mercado futuro de DI subiram e o dólar também.

“No fim do pregão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 3,26% no ajuste anterior para 3,315%; a do DI para janeiro de 2023 avançava de 4,96% para 5,03%; a do contrato para janeiro de 2025 passava de 6,48% para 6,51%; e a do DI para janeiro de 2027 ia de 7,10% para 7,12%. O dólar era negociado a R$ 5,2881 no mercado à vista, em alta de 1,55%” (Jornal Valor Econômico de 15/01/2021)

  1. Efeito da alta das taxas no mercado futuro de DI

Escolha a resposta correta. Um investidor que possuía na sua carteira prefixados com vencimentos em 2022 até 2027 foi impactado na sua posição:

(a) positivamente pois a alta da taxa é repassada ao investidor

(b) não sofreu impacto, pois já tinha uma posição na carteira com taxa pré-estabelecida

(c) positivamente, pois a alta na taxa, acarreta alta nos preços e seu patrimônio sobe

(d) negativamente, pois a alta na taxa, acarreta queda nos preços e seu patrimônio reduz

2. Combinação dos dois efeitos: alta das taxas no mercado futuro de DI e alta do dólar

Escolha a resposta correta. O mesmo investidor possuía em sua carteira uma posição com rendimento na variação do dólar. Como o dólar subiu 1,51% pode-se afirmar que:

(a) o investidor teve um duplo ganho: na posição prefixada e na variação do dólar

(b) o investidor teve ganho apenas na variaçã do dólar, pois a parte prefixada não sofreu impacto por ele já ter a posição na carteira com taxa pré-estabelecida

(c) a perda em títulos prefixados foi de certa forma compensada com a variação positiva do dólar

(d) com as informações não é possível fazer qualquer alusão à carteira do investidor.

Esses dois exercícios abordam Risco, Retorno e Diversificação, solicitado nas provas CPA-20 e CEA como Medidas de Associação entre duas variáveis. Vejamos os principais conceitos:

  • marcação a mercado – todos os títulos de uma carteira precisam ser marcados a mercado diariamente, ou seja, estarem registrados com a cotação do dia, independente da taxa de compra.
  • diversificação – não colocar todos os ovos na mesma cesta
  • covariância – como covariam dois ativos, por exemplo, taxa de juros no mercado futuro de DI e variação do dólar em relação ao real: caminham na mesma direção, em direção oposta ou de forma aleatória.
  • coeficiente de correlação – O coeficiente de correlação mostra se há relação de linearidade entre as duas séries de dados, no caso taxa de juros no mercado futuro de DI e variação do dólar em relação ao real e

No exemplo acima do nosso investidor, observamos uma correlação negativa: taxa de juros DI/futuro sobe e preços caem), enquanto na alta do dólar, os preços em reais sobem. A correlação varia de -1 a +1, dando um maior sentido à covariância

  • coeficiente de determinação – quanto uma variável é explicada pela outra.

Suponha que a ação A tem uma correlação positiva com o Ibovespa de 0,75. Isto significa que em 75% das vezes que o Ibovespa sobe, o preço da ação A sobe. Analogamente, em 75% das vezes que o Ibovespa cai, o preço dela também cai. Como 0,75 elevado ao quadrado é igual a 0,5625, podemos concluir que 56,25% da variação dos preços da ação A pode ser explicada pela variação do Ibovespa cujo preço, como vimos, move-se em sincronia em 75% das vezes.

Respostas das questões: 1 – D e 2 – C

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias
Newsletter