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Você sabe o que é follow-on?

Follow-on significa uma nova subscrição de ações, um aumento do capital social da empresa. No exemplo a seguir temos vários conceitos exigidos nas provas de certificação. Vamos conferir?

“O BTG Pactual informou em 15/01/2021 que fará uma oferta subsequente de ações (follow-on), compreendendo inicialmente 22.222.222 units. Considerando o valor de fechamento do papel em 14/01/2021, a R$ 91,26, a operação pode movimentar R$ 2,028 bilhões. A oferta será totalmente primária, ou seja, os recursos vão para o caixa da empresa.
Há ainda possibilidade de um lote adicional 25%, ou 5.555.556 units. A oferta será conduzida com esforços restritos, via Instrução CVM 476, o que significa que a busca está limitada a, no máximo, 75 investidores institucionais”. (adaptado do Jornal Valor Econômico).

Unit –  trata-se de certificado de depósito de ações, contendo um pacote de classes de ativos, que pode ser formado por ações ordinárias, preferenciais e bônus de subscrição. As units são compradas e/ou vendidas no mercado como uma unidade e têm sempre o número 11 (representando um recibo, um certificado) após a sigla. Exemplo: BPAC11 (1 ação ON + 2 ações PN).

Oferta Primária – se refere à emissão de novas ações que serão ofertadas ao mercado, com ingresso de recursos para o próprio emissor da oferta. Na distribuição primária, a empresa emite e vende novas ações ao mercado, ou seja, o vendedor é a própria Companhia e, assim, os recursos obtidos na distribuição são canalizados para o caixa da empresa.

Esforços Restritos – As ofertas públicas distribuídas com esforços restritos deverão ser destinadas exclusivamente a investidores profissionais, conforme definido em regulamentação específica, e intermediadas por integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários.

I – será permitida a procura de, no máximo, 75 (setenta e cinco) investidores profissionais, conforme definido em regulamentação específica; e

II – os valores mobiliários ofertados deverão ser subscritos ou adquiridos por, no máximo, 50 (cinquenta) investidores profissionais.

Instrução CVM 476 – Dispõe sobre as ofertas públicas de valores mobiliários distribuídas com esforços restritos e a negociação desses valores mobiliários nos mercados regulamentados

Investidor Institucional (Investidor Profissional) – São considerados investidores profissionais:
I – instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
II – companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
III – entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
IV – pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor profissional mediante termo próprio, de acordo com o Anexo 9-A;
V – fundos de investimento;
VI – clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM;
VII – agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios;
VIII – investidores não residentes.” (NR)

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